
Não quero inventar amor, por mais emocionante que pareça. Por mais que renda histórias lindas e tristes. Chega. Chega de tanto prejuízo, de tanta espera, chega de ficar num limbo de relacionamentos esquisitos (li essa expressão num livro e achei ótima!). Não dá mais pra conhecer uma pessoa e em dois olhares, cinco palavras e três noites maravilhosas achar que vale a pena investir. Investir o coração. Fora isso, invista o que quiser, dê o que quiser, a vida é assim. Então dê, dê mesmo, dê deliciosamente e pare de inventar desculpas esfarrapadas e quebrar a cara depois. Compre uma champagne, uma calcinha de amarrar, um óleo maravilhoso e boa viagem! Um desejo realizado rende um bom texto, um bom sorriso, mas não vai render um telefonema bacana no dia seguinte só porque ele te virou do avesso. Amor é prosa, sexo é poesia. Então tá. Vamos separar as coisas. Escreva e decore essa frase do Jabour, verdade maior não há. Mulher é bicho estranho. Mulher embola tudo. Sexo, amor, prosa, poesia. E quando eu digo mulher estou falando de mim. Porque eu confundo. Ou melhor: confundo, não, invento. Invento que prosa e poesia são feitas de palavras, é tudo a mesma coisa, então vamos cair de cara, rolar no tapete, acordar de ressaca, escrever uma puta história e vivermos felizes para sempre. Ai, ai, ai, ai, ai. A vida não é assim. Puxem minha orelha! Sem se, sem mais e, definitivamente, sem porém. Quando escutar frases do tipo: "estou com medo", "minha ex-namorada", "estou confuso", "não tive tempo", vista já sua calcinha, seu orgulho, junte seu coração e dê o fora. Ao menos que você queira realmente só poesia. Sem prosa, e sem telefonema. Aí vale a pena!!!
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