
Observando a vida alheia
Fulana era uma dessas pessoas lindas, desejadas e traumatizadas. Tinha trauma de alguma coisa, essa só pode ser a única justificativa para tamanha rebeldia. Não sou eu que estou falando, ela mesma assumiu o tanto que era rebelde. Quem sou eu pra falar dela, sempre foi dona dos melhores conselhos, do melhor corpo, cabelo e do coração dos homens mais bonitos. Nunca namorou porque não via graça em ninguém, pegava o carro e viajava com as amigas em qualquer época do ano, não se preocupava em entrar para a faculdade. Criticava casamentos e vida normal. Hoje, berando os trinta anos, Fulana é uma dessas pessoas lindas, desejadas e traumatizadas. Dona dos melhores conselhos mas na prática é dona da frase "faça o que digo e não o que faço". Não namora porque não vê graça em ninguém, o carro não é mais o mesmo, as amigas mudaram assim como todas as pessoas e ela sonha em se casar de branco. Formou em turismo e vive viajando em pensamentos. As meninas mais novas dizem que Fulana é a prova viva que existe vida de solteira após os vinte e cinco anos. Digo que Fulana é a prova viva que nem tudo é cronometrado e não está escrito que em determinada idade você deve fazer tal coisa. Digo que acredito em destino mas também em escolhas. Ao menos ela é uma pessoa feliz, tomara. (Autor desconhecido)
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